segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Resumo da Década - Atlético Mineiro


Uma loucura chamada torcida do Galo: é ela de longe, o grande craque do clube nesta década


ATLÉTICO MINEIRO

O Galo quer se vingar!

Se o palmeirense hoje não tem muita noção do que vem pela frente como vimos ontem, o atleticano por sua vez, que sofreu muito nesta década, parece ter dias melhores à sua espera, com Dorival Júnior no comando.
A década primeira deste século foi de raros títulos para o Galo, apenas dois mineiros em dez anos, o que num estado polarizado em dois clubes, é pouquíssimo.

As semelhanças com o Palmeiras, clube retratado ontem, são muitas.
Ambos foram rebaixados, e voltaram no ano seguinte com a obrigação realizada(alguns também chamam de título de campeão da série B). Assim como o colega paulista, o Atlético também colecionou eliminações vexatórias na Copa do Brasil, nestes últimos dez anos. Goiás, Brasiliense(este numa semi-final, o que não sei se agrava ou atenua a vergonha), Sport, Santo André e Ceará. De 2001 à 2005, o Galo assistiu adversários modestos crescerem para cima dele na competição nacional de mata-mata.

E se na Copa do Brasil, competição onde clubes grandes em declínio tem sua oportunidade de voltar a respirar, o Galo Forte não foi bem, pior ainda no sempre difícil campeonato brasileiro.
Além do rebaixamento de 2005, nas outras oito campanhas, apenas um quarto lugar em 2001, quando o campeonato ainda não era por pontos corridos e duas sétimas colocações em 2003 e 2009.

A mediana sul americana, que neste ano virou o objeto de desejo do limitado Palmeiras que claramente não tinha condições de disputar o título nacional, também foi mais uma competição onde o Galo, mesmo com adversários mais fracos, não teve sucesso.
Cinco participações em 2003, 2004, 2008, 2009 e neste ano, e em apenas uma delas alcançou algo mais que a primeira fase, justamente neste ano quando chegou às quartas de final.

De bom mesmo na década, a transformação de seu C.T. na bem sucedida Cidade do Galo, eleito o melhor centro de treinamentos do Brasil em 2010 e as comemorações, mesmo que sem título, do centenário do clube em 2008.
Time da década: Velloso; Mancini, Leandro Almeida, Marcos e Rubens Cardoso; Gilberto Silva, Márcio Araújo e Danilinho; Marques, Guilherme e Diego Tardelli.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Resumo da Década - Palmeiras

Pois bem, conforme adiantei há dias, iniciamos hoje aqui no "Opinião" o resumo da década dos doze maiores clubes do Brasil.
Títulos, ídolos, jogos memoráveis, jogos pra esquecer, perspectiva para a próxima década, enfim, como seu clube se saiu nos dez primeiros anos do vigésimo primeiro século de nossa história.

PALMEIRAS

O grande ídolo da década, e quem sabe da história: Marcos é a alma palmeirense

Sabe bem o que vem pela frente?

Se há um clube brasileiro que gostaria de saber minimamente o que irá lhe acontecer nos próximos anos, este clube é o Palmeiras. 
Porém, após uma de suas piores décadas em toda sua história de 96 anos, ao contrário do que diz o hino, o torcedor alviverde hoje ainda não tem indicações claras se o sucesso enfim voltará, ou se as vacas permanecerão no doloroso processo de emagrecimento que estão há tempos.
Um único título nos últimos dez anos, o paulista de 2008. É realmente incrível, mas o clube que teve as equipes mais recheadas de craques da última década, conseguindo inclusive um bi-campeonato nacional, não consegue se encontrar desde o fim da vitoriosa parceria com a Parmalat.

A década começou com uma boa campanha na Libertadores de 2001, em que o clube parou na semi-final.
Já no decorrer dela, particularmente na Copa do Brasil, colecionou eliminações vexatórias para times de segundo e terceiro escalões nacionais.
ASA em 2002; Vitória em 2003 com direito à uma goleada de 7 dentro do Parque Antartica; em 2004 quem fez a festa foi o Santo André; o Ipatinga o eliminou em 2007, o Sport em 2008 e esse ano foi a vez do Atlético Goianiense. Histórico assustador que mostra que algo maior fora de campo, não anda bem há tempos para o Tetra-campeão brasileiro.

Nos brasileiros de 2004, 2005 e 2008, três quartas colocações honrosas, mas todos sabem: é muito pouco.
E fica evidenciado o pouco valor dessas campanhas, principalmente quando analisadas como um possível exemplo de mudança de prumo, quando nos lembramos que após as mesmas, nada mudou, e que neste mesmo campeonato, o clube entregou um título que todos já julgavam ser dele, em 2009.

Se o futebol profissional indica que algo não anda bem em seu comando, as divisões de base do clube seguem na mesma toada.
Ilsinho, Zé Eduardo, Bruno César e Elias. E aí, gostaria de ter esses jogadores no seu time?
O Palmeiras não quis.
Todos passaram pelas equipes de base do Palmeiras. 
Elias por exemplo passou onze anos lá dentro.

Mas quando se olha para o elenco do Verdão nos últimos anos, o que se vê em sua grande maioria são jogadores de nível duvidoso em quase todas as posições.
Mesmo assim, veja se não gostaria de ter esse time ao seu dispor:
Marcos; Arce, Danilo, Gamarra e Lúcio; Marcinho Guerreiro, Magrão, Alex e Valdívia; Kléber e Vágner Love.
Treinador?
Veja se um desses nomes te satisfaz: Felipão, Muricy e Vanderlei Luxemburgo.

Realmente não é naquele pequeno retângulo delimitado por linhas brancas entre o banco de reservas e o campo de jogo que reside o problemas do Palmeiras.
Disputas políticas acirradas e indicações equivocadas para gerenciar o futebol do clube, provam que o problema mesmo desta vitoriosa marca que daqui a quatro anos comemora seu centenário, está muito mais em cima.  

sábado, 18 de dezembro de 2010

Como é fácil ser jornalista esportivo...

Mortalmente cansados após um jogo dificílimo, jogadores da Inter comemoram o título mundial

Cumprindo tabela agora há pouco, a Inter de Milão venceu o Mazembe por três a zero e foi campeã mundial de clubes.
Gostaria de mandar um abraço forte a André Rizek, o humilde, e Rica Perrone, um blogueiro anônimo como nós, que deu certo. 
Ambos disseram que a derrota do Internacional na última terça-feira não havia sido vergonhosa, nem vexaminosa.
Espero sinceramente que os seus respectivos aparelhos televisores tenham funcionado melhor hoje e eles tenham podido enxergar a extrema ruindade do time do Congo.
Fraquíssimo e violento como a maioria dos times africanos, o possante Mazembe já perdia por dois a zero aos dezoito minutos do primeiro tempo e só não levou uma goleada maior, por Diego Milito não estar em suas melhores noites.
Fico imaginando a torcida colorada neste momento, absolutamente tranquila com o resultado do Mundial, já que segundo os dois jornalistas aí de cima, não foi vergonha nenhuma perder para um time que ninguém nunca ouviu falar, que é de um país que nem se sabia se jogavam futebol nele.
Como é fácil ser jornalista esportivo...


Haja paciêiiiiiicia
* A transmissão no Sportv foi de Mílton Leite, uma espécie de José Simão dos narradores, pois teima em fazer graça mas a única pessoa que parece conseguir rir é ele mesmo.
Mílton, está passando por um processo de "Silvioluização". 
Faz comentários sem graça, ou engraçados apenas para parte de seus telespectadores.
Hoje por exemplo, ao ver uma bola ser bicada para o alto, disse que numa determinada cidade de seu estado, quem chutava mais alto ganhava um leitão.
Cada vez mais telespectadores que assistem transmissões esportivas comandadas por paulistas, se sentem como assistindo o Saturday Night Live. Um show de piadas que você não entende e não se identifica por uma simples razão: aquela cultura não é a sua.
Mas até parece que algum comandante do SPortv ou da eSPn Brasil está preocupado com o processo de "caipirização" das transmissões.
É relaxar, rir, e gozar.


Jumentarista
* Por falar neste assunto, impossível não citar o comentarista psicopata Maurício Noriega, a pessoa que mais fala a palavra futÊbol em todo planeta.
Dos 28 aos 33 do primeiro tempo foram três vezes.
Mas ele hoje estava inspirado.
Absolutamente surpreso com o fato da Inter não ter um italiano em seu time titular e poucos em seu elenco(fato que já acontece há vários anos), saiu-se com esta: "Em que língua Júlio César e Lúcio devem se comunicar?"
A idéia de ligar para o Sportv informando que os dois atletas brasileiros alternam o Esperanto com o Tupi-guarani passou pela minha cabeça como um flash, mas resolvi não me dar ao trabalho.
Mas como é fácil ser jornalista esportivo...

"Ronaldinho é nosso!" "Quer dizer, do Palmeiras." "Ih não é?"
* Durante o primeiro tempo, o narrador pede desculpas pela informação errada que a emissora havia dado antes da partida.
Uma informaçãozinha assim sem importância, apenas que Ronaldinho Gaúcho já seria do Palmeiras.
Como é bom assistir uma emissora que não é bairrista.


Joga dez! Dez por cento...
* Voltando um pouco ao gramado e deixando os "craques da palavra" de lado, só uma pergunta: quem é o empresário de Thiago Motta?
De qualquer maneira, parabéns.


Só pode ser brincadeira
* Ah, para terminar, só mais um comentário sobre a nova contratação do Flamengo, o tecnicamente bom goleiro Felipe.
Vejam notícia de meses atrás sobre o atleta, já em Portugal.
Das duas uma, ou Patrícia Amorim é mulher de malandro, ou é uma imbecil.
BlogBlogs.Com.Br