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sábado, 15 de janeiro de 2011

Entrevista do Carvalho - Edição de 15 de Janeiro de 2011 - JOEL SANTANA



A manhã da última quinta-feira foi conturbada em General Severiano.
Em função da enorme tragédia em Teresópolis, Joel Santana e a direção alvinegra decidiam se iriam para outro local fazer a parte final da pré temporada ou se ficariam no Rio.
Para se ter uma idéia, antes mesmo da entrevista coletiva se iniciar, Joel perguntava aos repórteres se tinham alguma sugestão.
Apesar de toda a confusão, Joel parou pra conversar com o "Opinião".
Revelou a idéia de fazer um livro sobre sua trajetória, falou sobre a alegria de ser querido por todas as torcidas cariocas e disse que não falta rigorosamente mais nada em sua vitoriosa carreira.
Fala Papai Joel!

sábado, 6 de novembro de 2010

Entrevista do Carvalho - Edição de 6 de Novembro de 2010 - JEFFERSON

A "Entrevista do Carvalho" de hoje é com o melhor goleiro em atividade no Brasil.
Jefferson de Oliveira Galvão, 27 anos, herói do título carioca deste ano do Botafogo me recebeu após o treino da última segunda, 1º de Novembro, em General Severiano.
E justamente em função da entrevista ter sido realizada na arquibancada do clube, a qualidade do áudio não está das melhores.
De qualquer forma, abaixo a entrevista com maior ídolo atual do Botafogo, eleito em enquete realizada pela comunidade "Botafogo Futebol e Regatas", do amigo Jordan.
Grande abraço.

sábado, 11 de setembro de 2010

Última Parte - Entrevista do Carvalho - Edição de 11 de Setembro de 2010 - Leandro Guerreiro



 

"Pretendo encerrar minha carreira no Botafogo"

 

 

OC – Você participou da gestão do Bebeto de Freitas e agora do presidente Maurício Assunção. A gestão do Bebeto ficou marcada por alguns vice-campeonatos e também pela emoção exacerbada em algumas atitudes, como o episódio do “chororô”. Já o presidente Maurício Assunção logo que assumiu disse que o clube estaria na final do campeonato carioca de 2009 e repetiu a dose neste ano, tentando, passar confiança a vocês. Há diferença entre as duas gestões, para o jogador, em termos psicológicos? Atrapalha ter uma direção um pouco mais emocional, imprevisível?

LG: Há fases em que complica um pouco, mas a gente sabe que o Bebeto “deu a vida” pelo Botafogo, pegou o clube lá em baixo e foi o responsável pela reconstrução do Botafogo, tendo conseguido uma estrutura muito boa para o clube. Bebeto tem seus méritos, é um cara excepcional, nos ajudou muito aqui dentro eu só tenho o que agradecer ao Bebeto, já que foi ele que me trouxe pra cá. Já o Maurício, juntamente com o André, com o Ânderson são pessoas excepcionais, muito humildes, que se dedicam muito ao clube, que acima de tudo são torcedores, são alvinegros desde criança. Estão fazendo uma administração muito segura, muito correta. Nós dentro de campo estamos tranqüilos, pra só jogar de futebol, não precisamos nos preocupar com salários atrasados ou outras situações que todos sabem que acontecem no nosso futebol. Esperamos colher os resultados para ajudá-los a fazerem uma boa administração.

OC- E sua história com o Botafogo, depois de 206 jogos, quando terminará?

LG: Nem eu sei. Eu particularmente pretendo encerrar aqui. Estou muito bem aqui, gosto dessa torcida, desse carinho que ela me passa em todos os jogos, que me dá confiança enorme pra jogar, me ajuda muito dentro de campo. Tenho mais dois anos de contrato ainda e meu pensamento é renovar, não é de encerrar a carreira após o contrato. Pretendo jogar enquanto minhas pernas deixarem, dependo delas, meu corpo é que vai dizer quando eu vou parar. Espero completar 300, 400 jogos, o importante é dar alegria ao torcedor e conquistar títulos também aqui dentro, pra fazer história aqui no Botafogo.               

2ª Parte - Entrevista do Carvalho - Edição de 11 de Setembro de 2010 - Leandro Guerreiro




"Dunga acertou em não levar Ganso e Neymar"




 


OC – Leandro, muita gente não sabe mas você é Guerreiro no nome, não por apelido. O Fernando Calazans disse certa vez que você se distinguia dos outros “Guerreiros”, não só por ser original, mas também por ser um guerreiro de forma leal. Porque hoje em dia é tão raro um volante que rouba bolas, é uma técnica que tem ser sempre muito apurada?

LG: Acho que sim, você tem que ter uma visão muito apurada, tem que ter um senso de antecipação muito bom, tem que ler o jogo antecipadamente. Saber que o adversário vai passar pro meia que você está marcando e ter aquele senso de antecipação. E pra acontecer isso tem que ter uma leitura de jogo muito boa, graças a Deus acho que tenho, o que acaba me caracterizando como um bom ladrão de bolas. E como você frisou muito bem, todo mundo me chama de Leandro Guerreiro mas acham que é apelido, é sobrenome mesmo da família do meu pai, e acho que acaba sendo mais responsabilidade ainda. Não só pelo nome, mas dentro de campo eu tenho que demonstrar que eu sou guerreiro mesmo.

OC – Você citou o Dunga anteriormente. No final da preparação da seleção para última Copa, antes da convocação final, houve aquela pressão pela chamada de Ganso e Neymar. Seria complicado fazer parte de um grupo durante quatro anos, e ser sacado na última convocação para a entrada de um jogador que está arrebentando mas que não fez parte de toda a caminhada, não fez parte do grupo até então. Você aprova a atitude do Dunga, acha que seria realmente complicado perante aos outros jogadores que compunham o grupo, sacar alguém já inserido na equipe, naquele momento?

LG: Quem convive com grupo de futebol hoje em dia sabe que ele é essencial. Se você tem um grupo forte, você vai muito longe. Eu aprovei a atitude do Dunga. Claro que Ganso e Neymar são jogadores excepcionais, que são difíceis de encontrar no mercado, com excepcional técnica, podem decidir uma partida em detalhes, só que naquele momento eles não tinham ainda sido convocados nenhuma vez. Seria muito chato pro Dunga tirar alguém de um grupo que vinha há muito tempo com ele para colocar os dois, justamente na última convocação. Pra mim o Dunga foi correto,  apostou no grupo dele. É claro que não deu certo, aconteceram algumas falhas, mas é normal e eu desejo sorte a ele, que possa alavancar a sua carreira e ser feliz.

Entrevista do Carvalho - Edição de 11 de Setembro de 2010 - Leandro Guerreiro


Concentrado desde sexta-feira, cansado do treino que acabara há pouco debaixo de um sol forte e com fome.
Mesmo assim, Leandro Guerreiro mostrou correção, gentileza e provou que o que prega numa das respostas da entrevista, segue realmente na vida. Um dos principais ladrões de bola do Brasil, e que vive há três anos, um caso de amor recíproco com a torcida Alvinegra, Guerreiro cumpriu a palavra e é o foco da entrevista do Carvalho de hoje.





Opinião do Carvalho - Leandro, torcedores do Botafogo que te conheceram, definiram você da seguinte forma, numa comunidade em sua homenagem: muito simples, humilde, gente boa, atencioso, simpático. Um dos torcedores chegou a dizer que seu nome é um dos gritos que ele mais gosta de gritar durante os jogos. Depois de uma mudança de vida radical, que você como a maioria dos jogadores deve ter sofrido, passando a ganhar muito dinheiro, o que fazer para não se perder ou se tornar uma pessoa arrogante e ao contrário, se tornar um ídolo de uma torcida imensa como a do Botafogo?

Leandro Guerreiro: Em primeiro lugar, agradeço todos esses adjetivos que os torcedores usam pra mim. Fico muito lisonjeado, muito feliz pelo torcedor gostar de mim, por ter esse carinho por mim. Eu fui criado numa família simples, numa família humilde, mas sem passar necessidades. Minha família me deu uma educação muito boa, tudo que eu precisava eu tive, tanto na infância como adolescência, portanto acho que minha humildade vem de família. Meu pai sempre frisou uma frase “Respeito é a base de tudo”. Então desde um funcionário público, desde uma faxineira, uma empregada doméstica até ao presidente, eu procuro tratar sempre muito bem. Eu gosto de conversar com todo mundo, independente da situação financeira ser boa ou não, trato todo mundo igual. Acho que o ser humano deve ser assim: não interessa o dinheiro, a situação financeira, interessa sim o caráter da pessoa e principalmente o respeito. O respeito é minha arma que eu uso na vida. Respeito todo mundo igual, e vou levar pro resto da minha vida essa lição.

OC – Leandro, você é o quarto maior ladrão de bolas entre os volantes do campeonato brasileiro. Dentre os quatro, você é o que menos comete falta. Há alguma pessoa que foi importante na sua formação como um volante que desarma ao invés de cometer faltas como a maioria?

LG: Olha, eu sempre gostei de dois jogadores, um pela raça, pela determinação, pela vibração que é o ex-técnico da seleção Dunga. É um cara que sofreu muito no futebol com aquela “Era Dunga” que frisavam como uma era derrotada em Noventa. O Brasil sofreu uma derrota e colocaram-no como maior culpado. E em Noventa e quatro ele deu a volta por cima, conseguiram ser campeões, ele levantou a taça e foi colocado lá em cima de novo como capitão de uma equipe vencedora. Pela raça, pela determinação e pelo exemplo de vida ele sempre foi um espelho pra mim. O outro, pela técnica que mostrava dentro de campo, foi o Falcão. Jogava como volante, mas tinha uma técnica que todos gostavam de ver mostrar. Juntando esses dois jogadores, seria perfeito, pela técnica do Falcão e a raça do Dunga. Costumo me espelhar neles, claro que dentro de campo você tem que estar sempre muito bem fisicamente para roubar a bola sem fazer faltas, e eu procuro jogar sempre com lealdade, com bastante determinação, nunca visando ao adversário, mas sim à bola, pois isso é essencial a um volante, roubar muitas bolas.
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